domingo, 17 de março de 2013

Estados da alma...

#É o arrepio que me sobe pela espinha, provocado pela corrente de ar da janela entre-aberta para que o fumo dos tantos cigarros que aqui fumo, no quarto, se desvaneça nesse mesmo ar que me provoca arrepios. Este quarto que é o meu mundo, a minha prisão e o paraiso que me deixa sonhar.
tens sido a minha prisão, escura, assombrada, negra, coberta de mágoas, de lágrimas que encobres e sufocas contra
 a almofada pelo silêncio da noite, esse silêncio arrebatador que me deixa presa no escuro, enrolada em mim mesma por horas a fio. e todo o pequeno pormenor é ouvido com a mais atenta das audições e me retira deste estado zombie em que estou e nem sei se quero sair.
o mundo la' fora e' cruel, as pessoas são crueis. 
E o unico meio de sair deste estado, deste quarto, deste escuro... é-me inalcansavel.
de que vale tudo o resto se não há nada que faça valer a pena.
não, não vou sair do escuro, vou continuar enrolada em mim mesma, rodeada e cheia de silêncio e de mágoa e de lágrimas que esperam ansiosas para escorrer pla face e gritar, com força, até ficar rouca, bem ca' dentro de mim. só eu preciso de ouvir. afinal essas vozes, essas estórias sou só eu que as oiço. sou só eu que as sinto, e sinto-as como minhas, e enlouqueço um pouco mais todos os dias. 
se já sou louca, afinal, qual é o problema em enlouquecer um pouco mais?
estou cansada de lutar, de tentar, de falhar, de fingir. sim, cansada de fingir. que tudo é cor-de-rosa, e que tudo tem solução e que tudo vai ficar bem quando claramente não vai.
cansei de fingir. cansei d inventar sorrisos. não dá mais.
so' quero o meu quarto escuro, o meu silêncio imovel e ficar.



Nota: (perdoem-me os erros ortográficos e a pontuação mas há dias em que apetece escrever rápida e livremente sem ligar a esses pormenores)

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