terça-feira, 23 de abril de 2013

#Conversas...

AC: Não percebo! juro que não consigo perceber esse amor, essa paixão louca que sentes.

CP: Não percebes?

AC: Não, não percebo! (ar revoltado)

CP: Ainda bem.

AC: Hãn?! (ar confuso)

CP: Sim, ainda bem que não percebes. O Amor não é para se perceber é para se sentir.
É para ser louco, desmedido, ridiculo, impercebivel, inexplicável e, todas essas coisas que tais.
Sabes aquele poema de Fernando Pessoa? Aquele que diz que "todas as cartas de Amor são ridiculas, não seriam cartas de Amor se não fossem ridiculas", pois o amor é assim.

AC: Ó puto, mas se tu sofres que raio de amor é esse? Porque é isso que não percebo nesse teu amor.

CP: Tens razão sofro e, choro e, custa e, dói. O amor dói! já viste bem as histórias dos contos de fadas?  A Branca de Neve antes de ter o principe andou fugida e foi envenenada, a Cinderela foi uma escrava, passou fome e frio e foi maltratada, a Bela Adormecida sofreu uma maldição e passou não sei quanto tempo a dormir e a familia preocupada com ela. As pessoas é que só vêem, ou só querem ver os "finais felizes" mas, para lá chegar sofres, é suposto sofrer, faz parte. Se assim não fosse não se daria o devido valor.
O AMOR NÃO É SÓ COR-DE-ROSA. O AMOR DÓI.
Não é suposto perceber-se, não é suposto perceberes este meu amor, porque a maneira como eu sinto, como eu amo não é a mesma que a tua. Se assim fosse perderia a piada.

AC: Tu lá sabes. Eu não percebo. (ar resignado)



Um beijo desta Devassa*



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